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sábado, 31 de outubro de 2026

Reflexão: Por um novo ardor missionário

 
POR UM NOVO ARDOR MISSIONÁRIO

Por: Josemar Oliveira

Irmãos e irmãs. Paz e bem!

Sinto no coração um profundo chamado para reavivarmos o nosso ardor missionário. Ao longo dos últimos anos, percebo como as nossas pastorais e movimentos muitas vezes acabam voltados para a simples manutenção do que já existe.Nossos Pastores continuam a nos convidar, com amor, a sermos verdadeiramente uma "Igreja em saída", e este é o momento de reacender a esperança, a alegria e o renovado entusiasmo missionário em nossas comunidades.

Pergunto-me: onde estão os movimentos missionários? As Comunidades de Base? Onde estão os grandes grupos carismáticos? Os movimentos do mês missionário? Os grupos do Santo Terço?Hoje, as nossas igrejas estão lotadas de pessoas que buscam um encontro apenas com o seu sentimentalismo, com o sacramentalismo, sem compromisso pastoral. Igrejas lotadas de pessoas vazias, que não conseguem entender o chamado à missão.Hoje a nossa Igreja está estigmatizada pela divisão política, religiosa e moral. Grupos que excluem, marginalizam e até agridem os que creem diferente. Estamos nos perdendo em nossas ideias e convicções, confundindo o que Cristo nos diz, e muitas vezes atribuindo a Ele o que não corresponde aos seus ensinamentos.

O que fazer diante dessa situação? Creio que precisamos recalcular o caminho, redescobrir o ardor missionário, buscar viver os verdadeiros sentimentos de Cristo. O primeiro passo é reconhecer a dignidade de filhos de Deus, pois todos somos iguais, imagem e semelhança desse Deus que é amor.

Em seguida, assumir o nosso Batismo, que nos insere na comunidade e nos impulsiona à missão permanente de anunciar Jesus Cristo a todos.Precisamos voltar à base, instituir núcleos missionários, voltar às ruas, celebrar a vida cotidiana do povo, reforçar a devoção popular, redescobrir o valor da Eucaristia na vida das comunidades.Mas para isso precisamos de pastores renovados, que tenham um ardor missionário, que estejam no meio do povo e tenham o "cheiro das ovelhas". Que possam ser dispensadores da graça, sem acepção de pessoas, que sejam acolhedores de "todos, todos, todos".

Sabemos o caminho, mas nos falta o "ânima" que nos impulsiona para a missão. Peçamos ao Espírito Santo um novo ardor para nossas pastorais, movimentos e serviços.

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