Pesquisar este blog

domingo, 1 de novembro de 2026

Solenidade de Todos os Santos

 Na solenidade de todos os Santos a Igreja militante honra a Igreja triunfante do Céu

No dia 1º de novembro, a Igreja celebra a festa de Todos os Santos. Segundo a tradição, ela foi colocada neste dia, logo após 31 de outubro, porque que os celtas ingleses – pagãos -, celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween).

Nesse dia, a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando, numa única solenidade, todos os Santos, como diz o sacerdote na oração da Missa para render homenagem àquela multidão de Santos que povoam o Reino dos Céus, que São João viu no Apocalipse: “Ouvi, então, o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão”. “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)

sábado, 31 de outubro de 2026

Escatologia: Acordado ou dormindo? Para onde vamos depois da morte?



É certo que a Igreja sustenta a Segunda Vinda de Jesus. Um exemplo conhecido encontra-se na frase do Credo de Nicéia: “E de novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos”; e há outro na afirmação de São Paulo, de que os crentes serão “levados” até o Senhor. No entanto, no tocante a data e a natureza destes eventos, a Igreja diz muito pouco, uma vez que há certas coisas que são reservadas por Deus: “Quanto ao dia e a hora, ninguém sabe – nem os anjos dos céu, nem o Filho, mas apenas o Pai” (Mateus 24,36).

Baseado na crença do arrebatamento conforme é apresentada por algumas vertentes do Cristianismo, é crido pela Igreja que não será como apresentado. Por quê? São Paulo afirma que o tal arrebatamento só ocorrerá depois da ressurreição dos mortos e segundo a escatologia bíblica essa ressurreição só ocorrerá no Juízo final, depois de todas as tribulações terem cessado e também o reino milenar de Cristo ter acabado com sua volta, fato narrado no capitulo 20 de apocalipse.  Esse não se trata de uma (abdução) celestial onde Deus ira transportar alguns e deixar outros sofrendo. Em Coríntios 15, mostra que todos os que estiverem vivos no dia da ressurreição passarão pela transformação corporal. Já em I Tessalonicenses 4. São Paulo deixa bem claro que todos os que estiverem vivos serão levados juntos com os que forem ressuscitados.


 Análise dos textos:
(II Coríntios 5 2-10)
2. “E por isto suspiramos e anelamos ser sobrevestidos da nossa habitação celeste, 3.contanto que sejamos achados vestidos e não despidos. 4. Pois, enquanto permanecemos nesta tenda, gememos oprimidos: desejamos ser não despojados, mas revestidos com uma veste nova por cima da outra, de modo que o que há de mortal em nós seja absorvido pela vida. 9. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe. 10. Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo”

Nestes versículos apresentam-se algumas realidades:
1° Todos seremos julgados diante de Deus.
2° Aqueles a qual a vida justifica não com pareceram diante do juízo. Vers.: 4. “Pois, enquanto permanecemos nesta tenda, gememos oprimidos: desejamos ser não despojados, mas revestidos com uma veste nova (santidade) por cima da outra, de modo que o que há de mortal em nós seja absorvido pela vida.” Eles (Santos – justificados) não serão mais julgados, eles receberam o poder de julgar e a segunda morte não poderá afeta-los, o mais importante nesses versículos é a forma com que S. Paulo prega, ele diz que no tribunal de Cristo seremos julgados segundo o (bem e o mal) que fizemos (nesse corpo), por isso no dia do julgamento não podemos estar com esse corpo mortal.
(II Coríntios 15 35- 42)

“35. Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos? E com que corpo vem? 36. Insensato! O que semeias não recobra vida, sem antes morrer. 37. E, quando semeias, não semeias o corpo da planta que há de nascer, mas o simples grão, como, por exemplo, de trigo ou de alguma outra planta. 38. Deus, porém, lhe dá o corpo como lhe apraz, e a cada uma das sementes o corpo da planta que lhe é própria. 39. Nem todas as carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais; a das aves difere da dos peixes. 40. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres. 41. Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua e outra a claridade das estrelas; e ainda uma estrela difere da outra na claridade. 42. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível;”.

Explica-se:
Acontecerá à chamada transformação corporal, e essa transformação acontecerá com todos que ainda estiverem vivos no dia em que Jesus voltar, isso ocorrerá tanto para o justo quanto para o ímpio menos para os santos que já estão em Deus.

A volta de Jesus com os Santos e Anjos.
“Que ele confirme os vossos corações, e os torne irrepreensíveis e santos na presença de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos!” (I Tessalonicenses 3,13).

“Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus anjos”(Judas 1,14).

Os Santos receberam o poder de nos Jugar.
“Vi também tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a Fera ou sua imagem, que não tinham recebido o seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma vida nova e reinaram com Cristo por mil anos. Feliz e santo é aquele que toma parte na primeira ressurreição! Sobre eles a segunda morte não tem poder, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo: reinarão com ele durante os mil anos”(Apocalipse capítulo 20,4-6).

Após o julgamento haverá a separação entre ímpio e justo (direita e esquerda). (Mt. 25)
“31. Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. 32. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34. Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, 41. Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos” .

Toda essa cronologia Bíblica para dizer:
1° Que há uma realidade de vida a pós nossa morte corporal. Que os Santos (os irrepreensíveis) estão em Deus, o seu espírito (ou alma OBS: desconheço o pensamento de vocês sobre a realidade espírito x alma), pois isso só acontecera na ressurreição.

2° Haverá uma segunda vinda onde acontecerá essa separação de justos e injustos.

3° O Santos iram receber o poder de julgar, os justos e os injustos segundo suas obras.

4°Essa vinda virá após uma grande tribulação, que os cristão dos primeiros séculos acreditavam ser a destruição do templo (Segundo Mt. 24; Mc 13; Lc 21). Por isso acreditavam na vinda eminente (naquela geração) de Cristo.

5° Na morte passaremos por uma transformação (I Cor. 15,51). Lembremos da realidade da vinda imanente de Cristo. Acreditava – se que nem todos passariam pela morte temporal (do corpo).

6º Os que já tinha morrido passariam pela ressurreição da carne (corpo glorificado) enquanto os vivos seriam transformados (I Cor. 15,52).

Ai vem outra dificuldade, a imortalidade. Os mortos já contemplam essa realidade, É preciso que nós (vivos) passemos da morte (corpo corrupiável) para vida em Cristo (Incorruptível).

Parusia/ Ressurreição dos mortos/ vida dos mortos:
Definitivamente “no último dia” (Jo 6,39-40.44-54); “no fim do mundo”. Com efeito, a ressurreição dos mortos está intimamente associada à Parusia de Cristo: “Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4,16).

Se é verdade que Cristo nos ressuscitará “no último dia”, também que, de certo modo, já ressuscitamos com Cristo. Pois, graças ao Espírito Santo, a vida cristã é, já agora na terra, uma participação na morte e na ressurreição de Cristo: “FOSTES SEPULTADOS COM ELE NO BATISMO, TAMBÉM COM ELE RESSUSCITASTES, pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. (…) SE, POIS, RESSUSCITASTES COM CRISTO, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Cl 2,12;3,1).

Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes já participam realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado, mas esta vida permanece “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). (CIC- 1003) *Mortos pelo batismo.

Para ressuscitar com Cristo é preciso morrer com Cristo, é preciso “deixar a mansão deste corpo para ir morar junto do Senhor” (2 Cor 5,8). Nesta “partida” que é a morte, a alma é separada do corpo. Ela será reunida a seu corpo no dia da ressurreição dos mortos. A morte para nós Cristãos é na realidade “salário do pecado” (Rm 6,23). Assim ela se torna inimiga do homem, que será o ultimo a ser vencido. (1 Cor 15,26).

Na passagem de Lc 16,20-31 sobre o Rico e Lazaro, Jesus mostra em parábola que ambos tem consciência de sua realidade. Enquanto lazaro repousa no seio de Abraão o rico vai para os “tormentos do inferno”. Então o que seria este inferno? (Ausência da presença de Deus – morada dos mortos). Jesus ensina que o justo é levado à presença de Deus pelos anjos, enquanto o ímpio é jogado no inferno. Estamos falando do espírito humano, pois os dois ressuscitarão no Dia do Senhor (volta de Cristo); o primeiro para a Glória Eterna, o segundo para o Castigo Eterno.

Os mortos estão dormindo?
Quando a Escritura diz que alguém que morreu está dormindo, ou descansando, está se referindo à bem-aventurança alcançada por ter morrido na amizade de Deus, e não porque a alma esteja dormindo. Lemos isso em: Sl 94,8-11; Is 63,12-14; Dt 12,10. O prêmio dos “justos” é esta em Deus. Deus livra a alma do justo da habitação dos mortos (Sl 48,14-16) seu destino é: o corpo volta para terra e alma vai para o Céu. “….E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Ecl 12,7).

Em (At. 2, 59) na morte de Estevão, ele tem a consciência que seu espírito vai para Deus: “E apedrejavam Estevão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito”.

A doutrina da Igreja é clara quando se refere à morte dos Santos, Justos e injustos. Cada pessoa vai ter seu próprio julgamento de forma particular definitiva conforme Hebreus 9 27, e, por conseguinte irar para uma realidade transcendente. Temos que ter a consciência que a vontade de Deus é que todos se salvem; e “que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se” (2Pd 3,9). Se morrermos na amizade de Deus, com pecados “leves”, pequenos arranhões, nossa alma vai para o purgatório, onde permaneceremos na purificação da Misericórdia de Deus para entramos no Céu em Santidade. Se morremos sem comunhão com Ele, o ignoramos, não queremos cumprir os mandamentos ou blasfemamos contra o Espírito Santo (Mt 12,32), temos a pena do Inferno, isso quer dizer; sem contemplar a face de Deus e viver a vida eterna sem Cristo. Deus não predestina ninguém para o Inferno; para isso é preciso uma aversão voluntária a Deus (um pecado mortal) e persistir nela até o fim.

Na Liturgia Eucarística e nas orações cotidianas de seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus para que todos alcancem a sua misericórdia e sejamos salvos:

Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda de vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre os vossos eleitos.

Com a Igreja, oremos todos os dias por nossa conversão, busquemos a confissão de nossos pecados e a mudança de vida. Para que alcancemos a Coroa da Justiça, e possamos dizer como São Paulo: “Quanto a mim, já fui oferecido em libação, e chegou o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo juiz, naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor sua aparição” (2Timóteo 4,6-8).

____

Fontes bibliográficas:

Bíblia Ave Maria. Ed. 172ª Clarentina revisada. 2007.

Site:http://www.ultimasmisericordias.com.br/Pagina/2714/JUIZO-FINAL-E-JUIZO-PARTICULAR

Site: http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/p/ressurreicao.html

Site:http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/621-os-mortos-estao-dormindo

Site: Macabeus. Estudo sobre o Apocalipse de São João.

Reflexão: Por um novo ardor missionário

 
POR UM NOVO ARDOR MISSIONÁRIO

Por: Josemar Oliveira

Irmãos e irmãs. Paz e bem!

Sinto no coração um profundo chamado para reavivarmos o nosso ardor missionário. Ao longo dos últimos anos, percebo como as nossas pastorais e movimentos muitas vezes acabam voltados para a simples manutenção do que já existe.Nossos Pastores continuam a nos convidar, com amor, a sermos verdadeiramente uma "Igreja em saída", e este é o momento de reacender a esperança, a alegria e o renovado entusiasmo missionário em nossas comunidades.

Pergunto-me: onde estão os movimentos missionários? As Comunidades de Base? Onde estão os grandes grupos carismáticos? Os movimentos do mês missionário? Os grupos do Santo Terço?Hoje, as nossas igrejas estão lotadas de pessoas que buscam um encontro apenas com o seu sentimentalismo, com o sacramentalismo, sem compromisso pastoral. Igrejas lotadas de pessoas vazias, que não conseguem entender o chamado à missão.Hoje a nossa Igreja está estigmatizada pela divisão política, religiosa e moral. Grupos que excluem, marginalizam e até agridem os que creem diferente. Estamos nos perdendo em nossas ideias e convicções, confundindo o que Cristo nos diz, e muitas vezes atribuindo a Ele o que não corresponde aos seus ensinamentos.

O que fazer diante dessa situação? Creio que precisamos recalcular o caminho, redescobrir o ardor missionário, buscar viver os verdadeiros sentimentos de Cristo. O primeiro passo é reconhecer a dignidade de filhos de Deus, pois todos somos iguais, imagem e semelhança desse Deus que é amor.

Em seguida, assumir o nosso Batismo, que nos insere na comunidade e nos impulsiona à missão permanente de anunciar Jesus Cristo a todos.Precisamos voltar à base, instituir núcleos missionários, voltar às ruas, celebrar a vida cotidiana do povo, reforçar a devoção popular, redescobrir o valor da Eucaristia na vida das comunidades.Mas para isso precisamos de pastores renovados, que tenham um ardor missionário, que estejam no meio do povo e tenham o "cheiro das ovelhas". Que possam ser dispensadores da graça, sem acepção de pessoas, que sejam acolhedores de "todos, todos, todos".

Sabemos o caminho, mas nos falta o "ânima" que nos impulsiona para a missão. Peçamos ao Espírito Santo um novo ardor para nossas pastorais, movimentos e serviços.

O que é a festa do “Halloween”?



O Halloween é uma festa muito comum nos EUA e Europa e é celebrada no dia 31 de Outubro. A comemoração veio dos antigos povos bárbaros Celtas, que habitava a Grã-Bretanha há mais de 2000 anos.

Os Celtas realizavam a colheita nessa época do ano, e, segundo um antigo ritual, para eles os espíritos das pessoas mortas voltariam à Terra durante a noite, e queriam, entre outras coisas, se alimentar e assustar as pessoas. Então os Celtas costumavam se vestir com máscaras assustadoras para afastar estes espíritos. Esse episódio era conhecido como o “Samhaim”. Com o passar do tempo, os cristãos chegaram à Grã-Bretanha, converteram os Celtas e outros povos da Ilha, especialmente através de S. Patrício no século IV e V; e com o grande S. Columbano no século VI.

Com isso, a Igreja Católica transformou este ritual pagão, em uma festa religiosa. Esta estratégia religiosa foi ensinada por S. Leão Magno e S. Gregório Magno. Ela passou a ser celebrada nesta mesma época e, ao invés de honrar espíritos e forças ocultas, o povo recém catequizado, deveria honrar os santos, daí veio o “All Hallows Day”: o Dia de Todos os Santos. Mas, a tradição entre estes povos continuou, e além de celebrarem o Dia de Todos os Santos, os não convertidos ao Cristianismo celebravam também a noite da véspera do Dia de Todos os Santos com as máscaras assustadoras e com comida. A noite era chamada de “All Hallows Evening”, abreviando-se, veio o Halloween.

Vemos assim que a tradição de comemorar as bruxas ou outros espíritos, não é cristã e deve ser evitada, ainda que tenha apenas uma conotação folclórica. Devemos, sim, celebrar o dia de todos os Santos. Esses são reais e verdadeiros, são modelos de vida para nós e, diante de Deus intercedem por nós sem cessar.

É bom lembrar a recomendação de São Paulo: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que ele?” (1 Cor 10,19-22)

Do livro “Falsas Doutrinas – seitas e religiões”
Prof. Felipe Aquino – http://www.cleofas.com.br

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Os Dez mandamentos (Exôdo 20, 1-17/ Deuteronômio 5, 1 -22)



Os Dez mandamentos (Exôdo 20, 1-17/ Deuteronômio 5, 1 -22)

Quando Deus libertou seu povo da escravidão do Egito para conduzi-lo à liberade na Terra Prometida, propôs-lhe uma aliança da qual dependerá o futuro do povo:

“Vistes o que fiz aos egípcios, e como vos tenho trazido sobre asas de águia para junto de mim. Agora, pois, se obedecerdes à minha voz, e guardardes minha aliança, sereis o meu povo particular entre todos os povos. Toda a terra é minha, mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação consagrada.”

Exôdo 19,4-6

A lembrança que Israel conserva da Aliança feita por Deus com o seu povo no deserto, no Monte Sinai, é uma tradição Santa. As condições desta aliança, escritos sobre duas tábuas de pedra, consevadas na Arca da Alinaça, comprometeram Israel para sempre. Com efeito, o povo de israel compreendeu bem que os mandamentos que Deus dá aos seus são totalmente fundados no amor. Eel que que sejamos semelhantes a ele, que é amor:

“Este mandamento que hoje te prescrevo não é difícil para tí nem nem está fora do teu alcance. Não está no céu, para que digas: „Quem poderá subir no céu por nós para apanhá-lo? Quem no-lo fará ouvir para que possamos cumprir?‟. Não está dou outro lado do mar, para que digas: „Quem atravessará o mar por nós para apanhá-lo? Quem no-lo fará ouvir para que possamos compir?‟ Ao contrário. Esta palavra está ao teu alcance, está em tua boa e em teu coração, paea que possas cumprir”

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Origem das vestes liturgicas na comunidade cristã



As vestes litúrgicas têm uma origem que remonta aos primeiros séculos do cristianismo, evoluindo ao longo do tempo até assumirem as formas e significados que conhecemos hoje. Suas origens estão intimamente ligadas à cultura e às vestimentas utilizadas no mundo greco-romano e judaico no período em que o cristianismo começou a se desenvolver.

Influências judaicas: No início, muitos dos primeiros cristãos eram judeus convertidos, e a prática da utilização de vestes cerimoniais era uma tradição comum no contexto judaico. Os sacerdotes judeus, por exemplo, usavam vestes específicas para o culto no Templo de Jerusalém. Alguns elementos dessas vestes, como o "éfode" e o "peitoral" sacerdotal, podem ter influenciado o desenvolvimento das vestes litúrgicas cristãs.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

"A vida dos justos está nas mãos de Deus, nenhum tormento os atingirá". (Sabedoria 3,1)

Hoje estou me despedindo de um grande amigo, Tom.

Não existem palavras que possam descrevê-lo. Tom, Nane e Yara entraram em minha vida muito antes de eu entender o que é Igreja, ainda criança, quando nos encontrávamos nas Romarias para Juazeiro do Norte, no Ceará.

Na vida paroquial, trabalhamos juntos há anos, nos movimentos e serviços da Paróquia. Ele sempre com sua disponibilidade para servir ao Senhor, não media hora ou momento, estava sempre pronto a servir.

Como esposo dedicado, estava sempre ao lado de Nane, não sabia negar ajuda. Nunca o vi levantar a voz ou se encolerizar com os outros.

Exemplo de pai, dedicou e amou sua filha Yara sem medidas.

Seu silêncio e fé diante da enfermidade que o acompanhou durante esses anos é exemplo para todos nós. Tantas vezes o vi agradecer a Deus e à Mãe Aparecida, de quem era tão devoto.Esse é um relato muito superficial daquele que soube amar a família e os amigos.

Que Mãe Aparecida e São José o recebam em seus braços.

Até logo meu amigo!

Igreja Católica. 24 Igrejas autônomas

 

Você sabia que a Igreja Católica é atualmente constituída por 24 Igrejas autônomas “sui juris”?

Pois é! A Igreja Católica não se limita ao rito romano. Ela é uma grande comunhão de 24 Igrejas, sendo 1 ocidental e 23 orientais.

O ramo ocidental é representado pela tradição latina da Igreja Católica Apostólica Romana. É chamado “ocidental” por conta da localização geográfica de Roma e não porque a sua presença se restrinja a países do Ocidente: na verdade, a Igreja Católica de rito romano está presente no mundo inteiro e tem dioceses em todos os continentes, de Portugal ao Japão, do Brasil à Rússia, de Angola à China, do Canadá à Nova Zelândia.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

A Aliança Abraâmica e a Origem do Papel Sacerdotal Patriarcal


Autor: Josemar Oliveira

Introdução

A relação entre o patriarca Abraão e o sacerdócio é compreendida na teologia bíblica não como um sistema sacerdotal formal estabelecido em sua época, mas como a raiz patriarcal das alianças e promessas divinas. A Bíblia registra a jornada de fé de Abraão e as alianças feitas por Deus com ele e sua descendência (como em Gênesis 17:7-8), cujos desdobramentos alcançam o sacerdócio levítico no Antigo Testamento e encontram sua consumação em Cristo (Hebreus 7).

Embora Abraão tenha atuado como sacerdote de seu próprio lar — construindo altares e cultuando a Deus —, a instituição oficial de um sacerdócio hereditário deu-se posteriormente, por meio da tribo de Levi.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Novo texto aprovado por Leão XIV alerta contra linguagem "moralista"


O documento segue o mesmo padrão observado em Amoris Laetitia e Fiducia Supplicans. O efeito prático é fazer com que as pessoas se sintam melhor por viverem fora das regras da Igreja


LifeSiteNews — O Dicastério para a Doutrina da Fé publicou um novo texto intitulado Venite ad me: Considerações sobre a Transmissão da Fé em uma Mudança de Época — assinado pelo Cardeal Víctor Manuel Fernández e aprovado por Leão XIV. O documento segue o mesmo padrão visto em Amoris Laetitia e Fiducia Supplicans : utiliza uma linguagem vaga para flexibilizar o ensinamento moral claro da Igreja, especialmente sobre a moralidade. O efeito prático é fazer com que as pessoas se sintam mais confortáveis ​​vivendo fora das regras da Igreja sem alterá-las formalmente.

Essa é a mesma abordagem usada para abençoar “casais” do mesmo sexo na Fiducia Supplicans e para permitir a comunhão para divorciados e “recasados” na Amoris Laetitia . Isso faz com que as pessoas pensem que as “antigas” regras da moralidade não são mais realmente vinculativas se elas se mostrarem muito rígidas.

Featured Post

  Na solenidade de todos os Santos a Igreja militante honra a Igreja triunfante do Céu No dia 1º de novembro, a Igreja celebra a festa de To...